Quinta-feira, dia 04, estava eu ministrando uma aula em turma de 2ª série do ensino médio. A aula era a respeito do Romantismo. Em certo momento da aula, um aluno que não estava interessado no assunto e, por sinal, estava conversando, parou de conversar e disse-me: - Professora, vamos falar sobre a realidade. Vamos falar sobre o namoro hoje. Eu respondi-lhe: - Sim, meu filho, vamos falar sobre o namoro nos tempos atuais. Realmente, o namoro é um tema do romantismo. Bem lembrando, mas vamos tratar desse assunto em outra aula.
Agi dessa forma, porque estava corrigindo uma atividade da aula anterior e não queria interrompê-la. Sei que agi de maneira incorreta, onde deveria ter aproveitado a ideia e o gancho desse aluno, como uma forma estimulá-lo e de levá-lo a se interessar pela aula, desencadeando um debate de forma a envolver toda à turma, já que o namoro é um assunto em que o jovem se interessa muito e faz questão de participar.
Depois que tomei essa atitude, lembrei-me das orientações sábias da professora Tatiana Fadel, quando ela falou que devemos aproveitar as opiniões e conhecimentos dos alunos de forma a interagirmos com eles, gerando novos conhecimentos. Mas o nosso papel é sempre nos auto avaliarmos, de forma a revermos nossa prática.
Professora Cleide Oliveira
eu acho que de alguma maneira, você fez bem em não falar sobre namoro, porque não era parte do conjunto de conhecimentos que você estava trabalhando. O que seria possível fazer, eu acho, seria mostrar, por exemplo,como a nossa noção de amor é diferente do Romantismo, ou como o Romantismo influenciou nossa forma de enxergar o namoro hoje. Mas apenas um papo sobre namoro nos dias de hoje, como o aluno desejava, não seria uma produção de conhecimento, mas uma perda de tempo (que é o que o garoto queria, certamente...) Os ganchos tem que ser aproveitados, mas sem nos desviarmos dos nossos objetivos planejados.
ResponderExcluirbeijos