sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Perseverar

Insista, persista, não deixe de ser.
Ser fiel ao trabalho, a profissão, a educação, a formação.

O mundo passa por diversas tranformações, diversas uniões.

Podemos não ser o tal o legal o racional o intelectual,
mas podemos ser factual, impulsional.

Transforme, mude, invente, reinvente.




Criei em 29/07/2011



                                                                Arte Educadora
                                                                Yvana  Mota Soares

domingo, 14 de agosto de 2011

Depoimento de Professor 3


Depoimento de Professor 3

São constantes, as vezes que presencio no chão da escola, professores sentarem e se reunirem para como se diz popularmente: ”Meter a bomba uns nos outros”, ou seja,  falar mal uns dos outros.
Certa vez, durante o intervalo das aulas, estava eu adentrando na sala dos professores, momento em que estavam reunidos alguns professores, comentando a respeito do fracasso da educação, ou seja, do baixo desempenho dos alunos nas provas de Avaliação de Desempenho divulgadas pelo INEP. E o pior, atribuindo esse fracasso aos professores.
Permaneci no recinto esperando terminar o intervalo, mas fui obrigada a ouvi os comentários sem dar nenhuma opinião. Não é que não tive vontade de interferir no assunto. Tive vontade sim, mas senti que não valeria a pena. De que ia adiantar a opinião de uma única pessoa, ainda mais quando não é bem vinda?
Em um dado momento da conversa, um dos professores falou: - Eu conheço colegas, ainda citou o nome da escola – que é o cúmulo da irresponsabilidade. Vai à escola e fica batendo papo, falando de seus problemas pessoais, esquecendo seu compromisso com a educação. Como é que uma coisa dessas pode acontecer? Concluiu ele: - É por isso que o percentual do IDEB está tão baixo, devido à falta de compromisso desses professores irresponsáveis.
É claro que eu sei que o compromisso do professor com o ensino é fundamental para que os alunos tenham um bom desempenho nessas avaliações. Mas esse não é o único fator responsável pelo bom êxito dos alunos. Existem outros fatores que também são essenciais, os quais não os vou citar no momento, pois todos os professores já estão carecas de saber quais são eles.
Muito me preocupa a atitude de determinados professores que não enxergam ou não querem enxergar as principais mazelas que afetam a educação brasileira, mazelas essas que influenciam no rendimento e no bom aproveitamento dos alunos. Colocar o professor como antagonista do sistema é muita falta de visão crítica e política. Em vez disso, eles deveriam entender que os professores são os principais protagonistas da educação. São eles que estão equilibrando o barco para que o ensino público no Brasil não naufrague.
Os professores antiéticos não levam em conta a falta de ética e de respeito para com a categoria, quando se sentam para falar mal uns dos outros. É por isso, que essa classe é a mais desunida. É também a classe que mais encontra dificuldades e barreiras para conquistar melhorias no sentido de crescer na carreira.
Ninguém nunca ouviu um profissional de outras categorias, tais como: médico, advogado, engenheiro etc, sentarem para falar mal uns dos outros. Esses profissionais sim respeitam uns aos outros e obedecem ao Código de Ética, o qual eles  juraram honrar. Esses profissionais são e merecem ser respeitados por toda a sociedade.
Já com relação aos professores antiéticos, em vez de falarem mal uns dos outros, porque não discutir a prática do dia-dia de sala, de forma a interagir e trocar experiências uns com os outros, no sentido de melhorar e facilitar sua prática? Se adotassem esse procedimento é claro que o resultado seria bem proveitoso em vez de ser maléfico e danoso.
                                                                    Professora Cleide Oliveira

sábado, 13 de agosto de 2011

Depoimento de professor 2


Depoimento de Professor 2
No ano letivo de 2010, lecionei em uma turma de alunos muito rebeldes e indisciplinados. Era uma turma de 2ª série do Ensino Médio. Eles não respeitavam professor nenhum. Já no início das aulas começavam as algazarras, as críticas e a falta de respeito. Era uma espécie de nazismo.
Na sala de aula havia um grupo de alunos autossuficientes, arrogantes, prepotentes e mal-educados, que queriam controlar a sala. O outro grupo era dos alunos bem comportados, que queriam estudar e aproveitar o conteúdo e as atividades desenvolvidas durante as aulas, mas ficavam oprimidos e sufocados, diante da situação de opressão e de bagunça.
No primeiro dia de aula foi tudo bem, tudo normal. Apresentei-me, apliquei dinâmica com eles, como é de praxe. Nesse dia saí com uma boa impressão deles. Mas da segunda aula em diante, a coisa mudou de figura, os alunos indisciplinados começaram a mostrar as unhas, chegavam ao ponto até de desafiarem meu conhecimento. São daqueles tipos que acham que o professor tem obrigação de saber de tudo. É como se o professor fosse um robô, uma máquina programada, que já tivesse o conhecimento pronto, uma espécie de computador. São alunos que estudaram e ainda estudam em escolas e com professores muito tradicionais, que acham que a escola é voltada apenas para a transmissão de conhecimentos. Acho que não sabiam ou não admitiam que a escola também é centrada no pleno desenvolvimento do educando. Assim, deveriam entender que a escola é um espaço de questionamentos, de discussões e de debates para construir e reconstruir o conhecimento, levando em conta a realidade de cada um. Não entendem que, a sociedade que vivemos agora é a sociedade da informação, da comunicação e do conhecimento.
Sentia-me impotente, insegura e oprimida. Sofri muito com essa turma. Não adiantava sermão, chamar a diretora da escola, mandar se retirar da sala, dar suspensão. Nenhuma dessas atitudes e providências funcionou. No final da aula, saia da sala muito irritada, deprimida e revoltada. Mas tive que suportar essa situação até o final do ano letivo.
Como eu ensinava Redação nessa turma, assim que foi lançado o filme: “Carregadoras de Sonhos”, produzido e lançado pelo Síntese, o comprei. Logo resolvi exibi-lo para essa e outras turmas, no sentido deles, sentirem na pele a luta e o sofrimento dos professores, principalmente aqueles que precisam se deslocar para outra cidade e para outro Estado para levar e interagir o conhecimento com os alunos.
De início pensei que eles não iam dar valor nenhum às cenas exibidas, mas me enganei completamente, foi um sucesso.
Após a exibição do filme, realizei um debate e análise do filme. Depois pedi que eles fizessem um relato argumentativo do filme. Os textos ficaram uma beleza. Eles tiveram a oportunidade de expor suas opiniões a respeito do filme. Assim, perceberam e sentiram a realidade nua e crua da luta dos professores em prol da sobrevivência.
Após ler e corrigir as redações de todas as turmas, tirei cópias e as encadernei, no sentido de ter a prova verídica de seus depoimentos. Pena que só pude exibir esse filme no final da IV unidade. Mas surtiu efeito, valeu a pena. Continuo exibindo esse filme para outras turmas e, os alunos, ficam surpreendidos. Muito até falam que não sabiam que os professores sofressem tanto assim. Eu sou uma dessas professoras, pois além de lecionar aqui no Estado de Sergipe, leciono também no Estado da Bahia.
                                                             Professora Cleide Oliveira

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

No meu tempo era assim.


Sou do tempo que as meninas brincavam de boneca, de casinha, de fazer comidinha em panelinhas de barro pisado, que deixava sempre um pouco da janta pra fazer piquinique na grama em frente de casa.
Do tempo que professor era chamado de "tio", e podia até dar uns biliscões, sem contar das palmatórias nas aulas de matemática.
Sou do tempo que ficar de castigo de costas pra turma, limpar a sala inteira por fazer bagunça, escrever cem vezes "Não vou mais falar palavrão" e levar pra casa um bilhetinho pedindo ao pai para comparecer na escola, era a coisa mais normal do mundo.
Isso não era motivo nenhum pra que me tornasse uma pessoa problemática.
Hoje, as coisas são outros quinhetos....
Ontem vi uma colega colocando um aluno de costas pra turma e lembrei.
Será que ela não sabe os riscos que está correndo?
Ou ela pensa que esta vivendo NO MEU TEMPO?


Profª Liliane


domingo, 7 de agosto de 2011

Quinta-feira, dia 04, estava eu ministrando uma aula em turma de 2ª série do ensino médio. A aula era a respeito do Romantismo. Em certo momento da aula, um aluno que não estava interessado no assunto e, por sinal, estava conversando, parou de conversar e disse-me: - Professora, vamos falar sobre a realidade. Vamos falar sobre o namoro hoje. Eu respondi-lhe: - Sim, meu filho, vamos falar sobre o namoro nos tempos atuais. Realmente, o namoro é um tema do romantismo. Bem lembrando, mas vamos tratar desse assunto em outra aula.
Agi dessa forma, porque estava corrigindo uma atividade da aula anterior e não queria interrompê-la. Sei que agi de maneira incorreta, onde deveria ter aproveitado a ideia e o gancho desse aluno, como uma forma estimulá-lo e de levá-lo a se interessar pela aula, desencadeando um debate de forma a envolver toda à turma, já que o namoro é um assunto em que o jovem se interessa muito e faz questão de participar.
Depois que tomei essa atitude, lembrei-me das orientações sábias da professora Tatiana Fadel, quando ela falou que devemos aproveitar as opiniões e conhecimentos dos alunos de forma a interagirmos com eles, gerando novos conhecimentos. Mas o nosso papel é sempre nos auto avaliarmos, de forma a revermos nossa prática.
                              Professora Cleide Oliveira

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Hoje tive aula em uma turma, na qual gosto muito. Um 9ºano, sala pequena, 16 alunos ( no início eram 20 e a sala ficava cheia) a maioria meninos, meninos com realidades duras, mas com carinhas muito boas. Foi bom revê-los, não que não tenha sido com os outros, mas quando é uma turma que temos maior afinidade, o eco do afeto deixa as coisas bem melhores. Me senti bem em ter pessoas que estavam me esperando, até com um certo desejo(coisa que sabemos que não é tão comum nas nossas salas) me senti bem em ser relevante para eles. Ser professor não é fácil, tem momentos que é quase insuportável mesmo, mas acredito que poucas profissões nos dariam a chance de sermos tão decisivos e importantes para outros seres, principalmente aqueles mais vulneráveis como são os nossos alunos, que além de conhecimento, precisam de quase tudo. Estou feliz por participar da vida desses meninos e meninas e espero poder contribuir com o melhor de mim e ser alguém que faça a diferença pra eles.
Paula

domingo, 31 de julho de 2011

Constatação de um fato

Após a realização da oficina da resitência, analisando os argumentos da Professora Tatiana Fadel, descobri meios de como lidar com tantas informações trazidas pelos alunos. Como falou a Tatiana é impossível competir com o Google. Por isso devemos nos preparar, construir um repertório muito vasto, para então, discutir e refletir a informação trazida pelo aluno e trnasformá-la em conhecimento.


Prof. José