domingo, 7 de agosto de 2011

Quinta-feira, dia 04, estava eu ministrando uma aula em turma de 2ª série do ensino médio. A aula era a respeito do Romantismo. Em certo momento da aula, um aluno que não estava interessado no assunto e, por sinal, estava conversando, parou de conversar e disse-me: - Professora, vamos falar sobre a realidade. Vamos falar sobre o namoro hoje. Eu respondi-lhe: - Sim, meu filho, vamos falar sobre o namoro nos tempos atuais. Realmente, o namoro é um tema do romantismo. Bem lembrando, mas vamos tratar desse assunto em outra aula.
Agi dessa forma, porque estava corrigindo uma atividade da aula anterior e não queria interrompê-la. Sei que agi de maneira incorreta, onde deveria ter aproveitado a ideia e o gancho desse aluno, como uma forma estimulá-lo e de levá-lo a se interessar pela aula, desencadeando um debate de forma a envolver toda à turma, já que o namoro é um assunto em que o jovem se interessa muito e faz questão de participar.
Depois que tomei essa atitude, lembrei-me das orientações sábias da professora Tatiana Fadel, quando ela falou que devemos aproveitar as opiniões e conhecimentos dos alunos de forma a interagirmos com eles, gerando novos conhecimentos. Mas o nosso papel é sempre nos auto avaliarmos, de forma a revermos nossa prática.
                              Professora Cleide Oliveira

Um comentário:

  1. eu acho que de alguma maneira, você fez bem em não falar sobre namoro, porque não era parte do conjunto de conhecimentos que você estava trabalhando. O que seria possível fazer, eu acho, seria mostrar, por exemplo,como a nossa noção de amor é diferente do Romantismo, ou como o Romantismo influenciou nossa forma de enxergar o namoro hoje. Mas apenas um papo sobre namoro nos dias de hoje, como o aluno desejava, não seria uma produção de conhecimento, mas uma perda de tempo (que é o que o garoto queria, certamente...) Os ganchos tem que ser aproveitados, mas sem nos desviarmos dos nossos objetivos planejados.
    beijos

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